domingo, 20 de setembro de 2009

Programar um Museu

A evolução do conceito de Museu e o grau de complexidade que esta instituição alcançou no mundo actual, tem levado os investigadores a utilizar estudos e métodos de programação idênticos aos que se aplicam noutros campos. Neste caso, podemos definir a programação como a “reflexão lógica que deve preceder a execução de um projecto”. Para a sua aplicação concreta e como ponto de partida, temos de ter em conta o conceito actual de museu que vem definido pelo ICOM nos seus estatutos em que se afirma que “um museu é uma instituição permanente, sem fins lucrativos, ao serviço da sociedade e do seu desenvolvimento, aberto ao público, e que adquire, conserva, estuda, comunica e expõe testemunhos materiais do homem e do seu meio ambiente, tendo em vista o estudo, a educação e a fruição.
Esta programação deve conter três domínios fundamentais: a arquitectura, o equipamento e o funcionamento. Estes três aspectos têm de ser abordados simultaneamente quando se trata de um museu de construção nova.
No caso de museus já existentes, a programação pode afectar igualmente na sua totalidade ou só em alguns dos seus aspectos. De facto, podem fazer-se várias propostas. Assim, podemos falar de um museu de criação nova que levará à realização de trabalhos prévios sobre localização, ordenamento urbanístico, e o próprio projecto arquitectónico. Num edifício já existente, por vezes, tomam-se importantes decisões com a adaptação de edifícios antigos, na sua maior parte de carácter histórico, palácios, castelos e hospitais, a funções museísticas como sucedeu com o Museu de Orsay ou no Centro de Arte Reina Sofía. Também se pode remodelar e ampliar museus que já funcionam como tal.
O projecto do Grand Louvre é o resultado duma programação sobre a organização e o funcionamento dum museu que foi renovado e ampliado. Foram recuperados espaços novos como o edifício do Ministério da Economia e das Finanças que oferece uma expansão horizontal e a recuperação de espaços subterrâneos onde foi possível, concretamente debaixo do pátio de Napoleão, dedicando estes últimos anos, a instalação de oficinas, salas de reserva e armazéns.

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