sábado, 3 de outubro de 2009

A documentação das colecções


A documentação de um museu deve reunir e registar informações exactas sobre todos os fundos existentes no mesmo, posto que “as informações sobre as peças, que nos explicam a sua vida e os seus problemas passados, são tão importantes e por vezes mais que os próprios objectos. As informações inerentes ao objecto podem ser sempre recolhidas; no entanto se a sua história se perde, perde-se para sempre” (Porta et alii, 1982: 18). Todos os museus realizam algum tipo de controlo sobre o seu património, prática, muitas vezes baseada no empirismo e na descontinuidade. O empirismo manifesta-se no registo pouco preciso e improvisado, que não responde a um trabalho planificado e carece, por conseguinte, de efectividade e continuidade. O facto de que não se conta com um pessoal qualificado e permanente faz com que se modifiquem constantemente os critérios de documentação, com consequente risco de perder parte da informação. Outro dos problemas que habitualmente se constata é a falta de vinculação entre os distintos registos utilizados dentro da mesma instituição, agravando com isso os problemas já apontados.
O processo de documentação encontra-se estritamente unido à recuperação de dados que se obtêm através das distintas funções do museu e que entranham a elaboração de algum tipo de informação a partir do conteúdo do mesmo. Da qualidade do registo, onde assentam os processos de documentação, dependerá que o grau de conhecimento que possuímos sobre as colecções seja mais ou menos sólido. A informação obtém-se através de duas fontes: os fundos e os documentos. Os fundos são constituídos por objectos pertencentes à cultura material. Através duma observação directa e objectiva dos mesmos, pode-se extrair uma série de dados que devem ser completados, com documentos escritos ou com qualquer outro tipo de informação que possa ser deduzida do meio em que a peça foi recolhida.

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