Abordar o processo de constituição do Museu, numa tentativa de encontrar as suas raízes, observamos que a sua colecção ou colecções são o que lhe infere singularidade e, em definitivo, razão ontológica.Com base neste facto, acreditamos que é adequado para iniciar este estudo, fornecer uma visão geral da história da colecção.
Entendemos por "colecção" o conjunto de objectos que temporária ou permanentemente estão fora da actividade económica, sujeito a uma protecção especial a fim de ser exposto ao olhar dos homens.
Sobre esta definição, pode-se dizer que a colecção tem vindo a desenvolver-se ao longo de todas as etapas históricas, considerada como a origem dos museus.
É evidente que o acto de coleccionar obras de arte é tão antigo quanto a noção de propriedade individual e tem sido fomentado por todas as culturas e instituições.
Assim, faraós, imperadores, monarquias e igrejas reflectem as suas diferentes motivações de ordem política, religiosa ou prestígio social, quando se trata de reunir as suas colecções.
Paralelamente a este coleccionismo institucional ou público, tem-se desenvolvido um coleccionismo privado e particular (Cooper, 1963).
Existem muitas causas que deram origem ao coleccionismo, mas iremos resumi-las em quatro:
1. respeito pelo passado e pelas coisas antigas;
2. o instinto de propriedade;
3. o verdadeiro amor à arte;
4. coleccionismo puro.
HERNÁNDEZ, Francisca Hernández, Manual de Museología, Madrid, Editorial Sintesis, 1998.


