No passado dia 07 de Novembro e no âmbito do projecto de gestão cultural de Flora Oliveira, foi proferida Pelo Doutor Luís da Silva Pereira uma palestra sobre iconografia religiosa homónima da exposição “Santos Regalados”.
Depois de uma contextualização do tema em que é referido a diferença entre iconografia (ciência que estuda as imagens) e a iconologia (ciência das figuras alegóricas), foi exposta a história do culto das imagens nas religiões, com especial enfoque sobre a religião católica.
Recuando na história, as religiões têm feito um contínuo uso das imagens, umas mais do que outras.
Para melhor compreender esta relação entre imagens e religião, a iconografia foi uma forma de passar a palavra de Deus, isto é, criavam-se ícones que se enraizavam na profusão pedagógica da utilização das imagens para a evangelização.
Desde os primeiros séculos que os cristãos prestam culto aos santos. Desde as primeiras comunidades cristãs que se presta culto aos mártires da fé.
No que diz respeito à análise das imagens e ao que foi apontado pelo Dr. Silva Pereira, em relação ao significado da iconografia das mesmas, constatou-se que, com o passar do tempo, as histórias dos diferentes santos da igreja católica adquiriram características comuns. As histórias encaixavam-se numa determinada estrutura narrativa e os factos misturavam-se entre as histórias de dois ou mais santos, mudando, muitas vezes, apenas o nome do santo em questão. Deste modo foram criadas categorias de atributos que caracterizam e distinguem os santos entre si: mártires, peregrinos, cavaleiros, entre outros. Referiu ainda que os Mártires da Fé são aqueles heróis que, alcançando uma vitória sobre o demónio, o mundo e a carne, e praticando as virtudes em medida gloriosa, encontraram a santidade.
Para finalizar, o Dr. Silva Pereira, através de exemplos de diferentes tipos de obras, identificou alguns ícones que caracterizam os Santos, como por exemplo, se a imagem tem a mitra aos pés, significa que renunciou ao cargo de Bispo, se tem um bordão e uma cabacinha de água, significa que foi peregrino, se ostenta riqueza ou armadura, foi um santo militar.
Até dia 28 do presente mês ainda é possível visitar a exposição “Santos Regalados” no espaço de exposições temporárias do Museu Terras de Regalados.
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
sábado, 30 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
sábado, 21 de agosto de 2010
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
terça-feira, 1 de junho de 2010
AMUTER - Amigos do Museu Terras de Regalados
Os Amigos do Museu Terras de Regalados surgem com o intuito de contribuir para a divulgação do Museu, pugnar pelo enriquecimento do acervo do mesmo quer em termos de peças quer em termos de equipamentos e acção fundamental, constituir um elo de ligação entre o Museu e o seu público.
A AMUTER incide também sobre a área do conhecimento dedicada especialmente à administração, manutenção e organização de exposições e eventos.
A Arte não pode estar fechada num Museu. Tem de transpor esta barreira e inculcar-se no dia-a-dia da sociedade. É intrínseca ao seu ser e como tal, deve ser compartilhada e discutida.O estímulo do interesse pelo Museu e a sua compreensão como centro vivo de cultura são uma das alavancas que move esta iniciativa que se pretende não local mas globalizada, não individual mas colectiva, não estática mas dinâmica.
São Sócios Fundadores da AMUTER Alcina Ferreira, António Vilela, Flora Oliveira, Hernâni Monteiro, Joana Fernandes, José Mota Alves, Rosa Pinto, Rui Mota, Victor Faria e Virgínia Ribeiro.sábado, 13 de fevereiro de 2010
Vestes da Fé nos Media
Respire Fundo! Está em Vila Verde (Publicação de Domingo, 31 de Janeiro de 2010)
Terras do Homem (Publicação de Quinta-Feira, 4 de Fevereiro de 2010)
Vila Verde-Digital (Publicação de Fevereiro de 2010)
Agência Ecclesia (Publicação de Sábado, 30 de Janeiro de 2010)
Diário do Minho (Edição de Sábado, 30 de Janeiro de 2010)
Terras do Homem (Publicação de Quinta-Feira, 4 de Fevereiro de 2010)
Vila Verde-Digital (Publicação de Fevereiro de 2010)
Agência Ecclesia (Publicação de Sábado, 30 de Janeiro de 2010)
Diário do Minho (Edição de Sábado, 30 de Janeiro de 2010)
Terras do Homem (Edição de Quinta-feira, 4 de Fevereiro de 2010)
sábado, 9 de janeiro de 2010
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
AVISO
Estamos a trabalhar para si.
O Museu Terras de Regalados encontra-se em obras de requalificação.
Prometemos ser breves.
O Museu Terras de Regalados encontra-se em obras de requalificação.
Prometemos ser breves.
A investigação nos museus – III
A investigação no campo dos museus conta com importantes meios que possibilitam o seu trabalho científico, onde se encontram a biblioteca, os laboratórios, os projectos de investigação e as publicações. O conteúdo da biblioteca estará relacionado com os fundos do museu e com todas as funções e actividades que nele se levem a cabo: temas de educação, conservação, exibição, entre outros.
Uma das regras que a biblioteca tem de assumir é a continua actualização dos seus fundos adquiridos por compra, intercâmbio com outras instituições ou através de doações dos próprios profissionais e investigadores.
Acreditamos que a biblioteca é uma boa escala sobre a qualidade da investigação destas instituições. Por outro lado, é importante contar com espaços adequados e pessoas especializadas que tornem possível a ordenação e classificação dos fundos, com o objectivo de facilitar o uso da mesma, e permitam o seu acesso a qualquer investigador ou pessoa que requeira a consulta dos seus fundos. Alguns museus têm bibliotecas dirigidas às crianças, contribuindo assim para melhorar e expandir a sua missão educativa. A informatização dos fundos é sem dúvida um bom meio para explorar e optimizar todos os recursos na ordem de serviço social que tem incumbido.
sexta-feira, 20 de novembro de 2009
AVISO
Estamos a trabalhar para si.
O Museu Terras de Regalados encontra-se em obras de requalificação.
Prometemos ser breves.
O Museu Terras de Regalados encontra-se em obras de requalificação.
Prometemos ser breves.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
A investigação nos museus – II
A investigação nos museus está orientada, fundamentalmente, para a análise das obras neles conservadas, em publicá-las e compará-las com outras já conhecidas.
Contudo, também pretende acumular conhecimentos precisos e exactos que há-de ser a base em que se apoiam outras funções como a apresentação ao público, a comunicação e difusão através de conferências e outras actividades complementares.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
A investigação nos museus - I
Uma visão globalizada do museu leva-nos a situar a investigação na relação com as restantes funções do mesmo. Partindo da informação que “no novo museu a investigação é o instrumento que possibilita a conservação, comunicação e exibição dos seus conteúdos culturais”, o primeiro passo a dar deve ser dirigido à consecução do conhecimento das colecções através da análise e contrastação dos resultados. De facto, uma das tarefas que são atribuídas directamente à investigação é a elaboração dos instrumentos de descrição e catalogação para o estudo científico dos fundos. Para isso, o investigador deve contar com uma ampla formação e especialização do conteúdo dos mesmos, apoiando-se na bibliografia existente sobre o tema e os resultados das análises realizadas pelos distintos laboratoriais com o fim de integrar os conhecimentos históricos, artísticos e culturais das colecções, com os resultados dos métodos analíticos aplicados aos bens culturais, incrementando assim as informações que temos sobre elas.
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
sábado, 31 de outubro de 2009
Horário
Avisa-se que no próximo dia 1 de Novembro o Museu Terras de Regalados estará encerrado no horário habitual estando aberto da parte da tarde.
Gratos pela atenção.
quinta-feira, 22 de outubro de 2009
A Informatização das Colecções
Considera-se básico o facto de contar, desde o primeiro momento, com pessoal qualificado e com os meios económicos necessários para levar a cabo esta tarefa.
Este primeiro passo de informatização das colecções permite desenvolver o que hoje se conhece como “a informática da comunicação”, em que o ordenador se converte num suporte de comunicação onde os profissionais dos museus beneficiam, definindo uma série de estratégias que tem como objectivo revalorizar os fundos museográficos.
Todos estes meios têm revitalizado as diversas funções do museu chegando, inclusive, a obter dados sobre o comportamento do público, frequência das suas visitas, dias e horas das mesmas e itinerários elegidos. A sua aplicação estendeu-se até aos serviços técnicos com a incorporação de programadores de iluminação, climatização e segurança. As novas orientações da museologia, dentro do processo dinâmico desta, apostam por um melhor nível de comunicação, em que a incorporação dos avanços tecnológicos com todas as possibilidades que estes oferecem, é considerada como um dos meios de comunicação mais importantes ao seu alcance.
sábado, 10 de outubro de 2009
Inventário
1. Nome do museu ou da instituição;
2. Número de registo;
3. Nome do objecto;
4. Classificação genérica;
5. Descrição;
6. Forma de ingresso;
7. Fonte de ingresso;
8. Ficha de ingresso;
9. História do objecto.
Dentro destes atributos, uns podem extrair-se do próprio objecto (o nome, a descrição, a matéria), enquanto outros constituem a sua história (a sua proveniência ou a sua fonte de ingresso). Estes correm perigo se não se recolherem imediatamente no seu momento de ingresso, podendo perder-se para sempre. Um dos maiores problemas é a falta de rigor para complementar alguns atributos, como o nome do objecto, dado que, com frequência, se utilizam diversos termos para o mesmo objecto.
Um complemento imprescindível de todo o sistema de documentação é constituído pelas fotografias dos objectos que ajudam à identificação dos mesmos. Estas devem colocar-se na ficha de inventário, aconselhando-se que a fotografia e o negativo levem o mesmo número de inventario que o objecto, com a finalidade de facilitar o uso do sistema.
sábado, 3 de outubro de 2009
Sistemas de documentação
A documentação das colecções
A documentação de um museu deve reunir e registar informações exactas sobre todos os fundos existentes no mesmo, posto que “as informações sobre as peças, que nos explicam a sua vida e os seus problemas passados, são tão importantes e por vezes mais que os próprios objectos. As informações inerentes ao objecto podem ser sempre recolhidas; no entanto se a sua história se perde, perde-se para sempre” (Porta et alii, 1982: 18). Todos os museus realizam algum tipo de controlo sobre o seu património, prática, muitas vezes baseada no empirismo e na descontinuidade. O empirismo manifesta-se no registo pouco preciso e improvisado, que não responde a um trabalho planificado e carece, por conseguinte, de efectividade e continuidade. O facto de que não se conta com um pessoal qualificado e permanente faz com que se modifiquem constantemente os critérios de documentação, com consequente risco de perder parte da informação. Outro dos problemas que habitualmente se constata é a falta de vinculação entre os distintos registos utilizados dentro da mesma instituição, agravando com isso os problemas já apontados.
O processo de documentação encontra-se estritamente unido à recuperação de dados que se obtêm através das distintas funções do museu e que entranham a elaboração de algum tipo de informação a partir do conteúdo do mesmo. Da qualidade do registo, onde assentam os processos de documentação, dependerá que o grau de conhecimento que possuímos sobre as colecções seja mais ou menos sólido. A informação obtém-se através de duas fontes: os fundos e os documentos. Os fundos são constituídos por objectos pertencentes à cultura material. Através duma observação directa e objectiva dos mesmos, pode-se extrair uma série de dados que devem ser completados, com documentos escritos ou com qualquer outro tipo de informação que possa ser deduzida do meio em que a peça foi recolhida.
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